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Time out

11.11.16

Olá Amigo(a)!

 

Estive ausente.

Porquê?

Podes perguntar. Não me importo. Responder é que é um pouco mais difícil.

Quero responder.

Tenho que encontrar as palavras certas.

Há cerca de 5 minutos ainda não sabia que iria responder a esta pergunta, mas (coisas do Espírito Santo) num impulso decidi responder e falar do que me aconteceu.

Sim, é coisa (para mim) difícil!

Eu fiquei grávida, nesta ultima viagem que eu e o meu marido fizemos a dois (AQUI).

Fiquei muito feliz. Tão feliz! Precisei de uns 4 dias para ter a coragem de fazer o resto, tal era o medo da deceção!

Fiz o teste e... estava grávida. Dei a notícia mostrando o resultado do teste imediatamente ao pai, o meu querido marido! Ele ficou... numa espécie de choque, disfarçado de normalidade.

Marquei de imediato uma consulta médica. Fomos os três. O Xavier, meu filho de 4 anos, não percebeu (e ainda bem!) Fizemos a primeira eco. Ficamos excitadíssimos! 

O James pediu-me para não divulgar a notícia. Na ultima gravidez não tinha feito este pedido. 

Eu aceitei, se bem que avisei-o que iria fazer algumas excepções.

Nos dias seguintes senti-me maravilhosa: iria ter mais um filho!

Finalmente.

Fiz os exames que o médico tinha solicitado. Estava pronta para mais uma consulta. As calças já não estavam a servir.

Esta gravidez estava a ser muito diferente. 

Avisaram-me que todas as gravidezes eram diferentes.

No entanto, o cansaço era muito..., o incomodo na barriga era demasiado para tão pouco tempo de gravidez..., não sentia enjoos mas ficava muito incomodada com determinados cheiros! Achei que era bastante desproporcional o que estava a sentir.

Comecei a ter sinais de algo mais... que foi aumentando ao longo dos dias.

O James andava muito nervoso. Qualquer coisa o irritava. 

Decidi não lhe dizer nada para não piorar o ambiente. 

Eu, a cada dia que passava sentia-me mais inquieta e nervosa. Telefonei ao médico várias vezes, mas ele não me atendia.

Tentei descansar mais.

Ao ver sinais mais evidentes que as coisas não estavam bem contei ao meu marido. No dia seguinte, aconteceu o pior. Senti que tinha que necessariamente ir para o Hospital. Qual? Não sei. Era domingo, depois de almoço.

Depois de termos ido a dois hospitais, com o Xavier a chorar porque interrompemos a atividade que lhe tínhamos prometido, finalmente sou atendida. 

O bebé já não existia.

 

Conhecem aquela sensação de quando vos mostram um chupa-chupa e depois desaparece sem termos conseguido sequer provar?

Nós já achávamos que não seria possível. Afinal estamos ambos na casa dos 40 anos. 

Depois deste episódio ficamos... sem alento, com a "boca completamente seca".

 

Por sugestão de uma boa amiga, ofereci a minha dor física e psicológica a Deus pela paz no mundo. 

No momento que o fiz não senti nada. Continuei a sentir confusão, incompreensão, mágoa, pena, incredibilidade... 

Os dias seguintes foram a continuação de todos este sentimentos mas sem barómetro. Ou seja, não sentia fúria e intensidade, mas uma versão light da confusão, da incompreensão, da mágoa, de pena, de incredibilidade...

Aceitei. Não tinha como mudar a realidade. Já tinha acontecido. 

Ajudou muito o facto de ter oferecido as minhas dores. Afinal iria ter um proposito bom, apesar de tudo.

 

Fiquei em casa, sem trabalhar. Apesar de resignada, senti que precisava de parar.

PARAR. 

Acho que nunca tinha feito isso relativamente ao meu trabalho.

 

Tinha energias para a minha família e para algumas situações pontuais. 

 

O James disse-me que conhecendo-me, eu não iria aguentar: no fim da primeira semana retomaria o meu trabalho. 

 

Time out.

 

Tenho estado em time-out.

 

Um time-out recheado.

 

O James enganou-se. Não percebeu que apesar do meu comportamento calmo (a reagir bem),  este episódio mexeu com o meu espírito, com a minha alma e com o meu coração. 

 

 Em breve retomarei o meu trabalho.

O que mudou? Só o tempo o dirá,

 

Nos próximos posts escreverei sobre o recheio deste time-out.

 

Caro Amigo(a), resta-me confessar uma coisa.

Percebi que estava tudo bem. 

Como?

 

Li na bíblia, a carta de Amor que Deus me enviou, o seguinte:

 

"Eu escolhi-te e não te rejeitei (...)

Não tenhas medo, pois Eu estou contigo (...)

Eu sou o Senhor teu Deus, que te seguro com a minha mão direita e te digo: não tenhas medo; Eu mesmo te ajudarei".

 

(Isaías 41, 9 - 10, 13)

 

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12 comentários

De D. a 12.11.2016 às 00:00

Oh, Helena... :( Sinto muito. Nem consigo imaginar a dor que sentem...
Um grande abraço para si e para família Le Blanc.

De Helena Le Blanc a 19.11.2016 às 18:47


Ola amiga D.

Obrigada pelas tuas queridas palavras.

Deus e o tempo ajudam a curar, certo? Curam tudo!

Beijinhos grandes

De Anónimo a 14.11.2016 às 19:37

Cara Amiga

Sou o anónimo que perguntou pela sua saúde.
Somos Amigos e mais do que Amigos, irmãos no mesmo Pai.

Tenho muita pena pela razão que a levou estar tanto tempo sem escrever no blog. O Senhor a ajude a si e ao seu marido e os ajude a continuarem a ser felizes e a agradecerem o muito que já têm.

Vai recuperar e ajudar os outros que precisam de si.

De Helena Le Blanc a 19.11.2016 às 19:01


Ola Amigo (muito mais que amigos sim) anónimo

Tem toda a razão.

Temos que agradecer tudo o que temos (e que é muito!)
Temos que todos os dias pedir a graça de continuarmos a ser felizes.

Há pouco tempo formulei esta pequena suplica, associando-a a outra oração que toca-me profundamente no coração e na alma:

Meu Deus, que eu seja uma ferramenta, o testemunho do teu grande amor. Que se faça a Vossa vontade na minha vida.
Meu Senhor, eu creio, adoro espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão pelos que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

O meu único e grande objectivo é ser uma ferramenta do Espírito Santo e testemunhar, todos os segundos da minha vida.

Comoveu-me com a sua mensagem.

Obrigada Amigo anónimo, meu irmão.

De Sónia a 15.11.2016 às 14:57

Querida Helena lamento muito pela vossa perda, só posso rezar para que se continuem a sentir aconchegados pelo amor de Deus, que só nos quer bem!

Um abraço apertadinho

De Helena Le Blanc a 19.11.2016 às 19:06


Olá querida Sónia!

Obrigada pelas suas afetivas palavras.

Como anseio descansar a minha cabeça no colo do nosso Pai!

Obrigada. Eu sei que Ele só nos quer bem... e que o nosso bem não é necessariamente o bem que ele antecipa para nós! Mas há momentos difíceis que, caramba... Ele poderia facilitar um pouco, não? Não. Tem que ser, se queremos chegar à fonte do Amor e da nossa felicidade!

Coragem e confiança, certo?

Um grande abraço

De Anónimo a 17.11.2016 às 12:18

Como está a recuperar? Peço a Deus que a ajude. Hoje é o Dia Mundial da Prematuridade. Rezemos pelas mães com filhos prematuros e sobretudo com grandes prematuros muitas vezes com problemas gravíssimos e sempre com o coração nas mãos.

De Helena Le Blanc a 19.11.2016 às 19:10


Olá Amigo anónimo

Como ao olharmos para os outros, os nossos próprios problemas caiem a pique (na sua importância)!

É verdade.

Agradeço-lhe pelas suas sábias palavras.

Um abraço

De Anónimo a 18.11.2016 às 10:44

Faça um esforço para escrever aos leitores do blogue. Vai ver que ajuda a si e a nós.
Um bom dia para si.

De Helena Le Blanc a 19.11.2016 às 19:13


Sr. Amigo anónimo

ai ai ai ai

Quando recebi a sua mensagem suspirei muito!

Fiquei comovida, com lágrimas nos olhos!

Estava no trabalho e foi um lufada de ar fresco... no meu coração.

Nem imagina como!

Agradeço-lhe pelas suas queridas palavras. Significaram muito para mim.

Um grande abraço

De Marisa Milhano a 18.11.2016 às 16:07

Querida Helena
Não encontro palavras para vos dizer o quão lamento. Sinto muito por vós. Mesmo muito. Estarão de modo especial nas minhas orações. Que Deus vos continue a consolar e confortar... Beijinhos e abraços fortes para todos

De Helena Le Blanc a 19.11.2016 às 19:20


Olá querida amiga Marisa!

Tenho saudades, saudades de estarmos... como estivemos no ultimo retiro!

Como toda a vida se resumo a nós, filhos de Deus e aos outros: a nossa família, os nossos amigos, os desconhecidos...

Momentos com Deus e momentos com os outros. Tudo o que resta ou sobra são balelas... (o dinheiro, o trabalho, a tv, o carro, a casa, o telemóvel...)

Quando será que a humanidade vai acordar como a América "acordou" no dia da eleição do Donald Trump?!

Obrigada pelas tuas queridas palavras! Quero te abraçar, e muito, brevemente.

Beijinhos!



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