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Não tinha muitas expetativas para o dia de hoje.

Este fim de semana é um daqueles que não há planos, acontecimentos, compromissos, ausências da Mãe ou do Pai. É um fim de semana normalíssimo, e que estávamos a precisar.

No entanto, tem estado a surpreender-me!

Primeiro, neste momento estou a escrever este post no balcão da cozinha. É uma estreia para mim. Para escrever tinha que estar na secretaria, focalizada. Preparo o jantar enquanto, através da janela, vigio o Xavier que está a brincar no jardim, na terra molhada.

O James está de volta do seu jipe. Talvez a primeira vez depois de uns 8 meses.

Como nós temos mudado! Como a minha família mudou!

E é disso que quero falar: de mudança.

Hoje de manhã, o James brincou imenso com o Xavier. Eu, confesso, não tenho paciência para brincar aos carrinhos e aos comboios. Ele tem.

Eu andei à volta de arrumações. Depois decidi pegar na guitarra e treinar um pouco. Isto de aprender a tocar têm muito que se lhe diga!

Passado um bocado o James juntou-se a mim. Depois apareceu o Xavier para também cantar, tocar... a bateria.

Durante quase uma hora divertimo-nos todos à volta da música. Depois disto comecei a preparar o almoço. Durante esta refeição, o James colocou um cd de um grupo de musica português.

Soube bem ouvir a música! Há alguns meses atrás não conseguiria apreciar como hoje apreciei. Ainda não tenho o "ouvido", mas apercebi-me que estou mais sensível aos sons.

Percebi que com o treino e a aprendizagem, estou mais recetiva a esta arte. E imediatamente fiz uma analogia: rezar também é assim. No início muito inseguros e sem saber muito bem, mas com o tempo, vamo-nos tornando mais sensíveis, mais confiantes... E quando falo de rezar falo de toda a minha relação com Deus.

Sinto-me diferente. O James está diferente. A nossa família está diferente.

Antes éramos um casal católico mais ou menos praticante. Depois, decidimos dar um passo de cada vez e responder ao convite das Famílias de Caná. Estas de forma muito simples fizeram-nos começar a caminhar para Deus.

E hoje dou-me conta que: eu sem a minha família não consigo lidar com o mundo. Ela é o meu "recarregar de baterias". Sem Deus não sou nada. Deus está na origem da minha existência. 

É tão bom ter uma família!

Depois lembrei-me de uma lindíssima carta que recebi ontem: outra surpresa. Nessa carta chegaram-me 4 versículos de um dos livros da bíblia, e confesso que tive que ler umas 3 vezes para entender. Depois fui à bíblia e tornou-se mais fácil. A linguagem bíblica nem sempre é fácil, e a minha sensibilidade para as coisas de Deus precisa de continuar a ser treinada, como o meu ouvido para a música.

Apesar de esta surpresa ser muito simples, obrigou-me a fazer uma avaliação e a tomar consciência das graças que Deus nos dá todos os dias, porque decidimos dar o primeiro passo!

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