Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



A (minha) preguiça acabou e as férias também acabaram, para muitos e por agora.

Este mês de Setembro, cá em Portugal, é o mês do recomeço das aulas escolares, das atividades, da compra dos manuais escolares, do material da escola, de pagar inscrições, de comprar roupa específica, de preencher o calendário com os novos compromissos semanais, enfim de muita coisa.

Quem estuda e/ou têm filhos sente mais toda esta azafama, e que foi o meu caso se bem que de forma mais ligeira já que só tenho um filho. Este mês foi também um mês de recomeçar e solidificar algumas coisas dentro de mim.

Mas isto carece de uma pequena introdução.

 

Há cerca de um mês atrás fui invadida por uma grande dúvida: porque é que eu estava a ser tão disciplinada na minha vida espiritual? 

Eu rezava um terço todos os dias, fazia meditação e contemplação pelo menos duas vezes por semana, rezava em família todos os dias, andava a ouvir diversos programas catequéticos, lia a bom ritmo livros interessantes, etc; até que num vídeo do Padre Sousa Lara ouvi uma coisa que me deixou preocupada. Quando as pessoas se convertem e se aproximam do nosso Criador começam a sentir desafios sérios, pois o mal não quer que nos aproximemos de Deus. Quando estamos longe de Deus o mal não nos tenta, quase que nos deixa em paz porque já fomos ganhos para o seu lado. No entanto quando, por graças especiais, começamos a aproximar-nos o mal arregaça as mangas e começa uma guerra connosco, uma guerra íntima no nosso coração, daquelas que ouvimos duas vozes. Isto é o combate espiritual.

Claro que há combates espirituais que são verdadeiras guerras nucleares. A minha, pequenina, já foi difícil!

 

Retomando, ouvi e ao refletir percebi repentinamente que alguma coisa estava errada comigo pois eu não me sentia tentada em especial, para além dos (muitos) defeitos da minha própria natureza. Mas seria presunção da minha parte? E eu continuava com a duvida (interiormente aflita).

Na minha vida, Deus começava a estar cada vez mais presente, mesmo através dos hobbys. A presença d´Ele, nos últimos 3 meses, era contínua e até crescente!

E o que é que aconteceu a seguir?

 

Passadas 2 semanas apercebo-me que (não sei muito bem como) eu tinha parado com tudo. Tudo mesmo. Eu estava a ocupar todo os meus tempos a ver uma série do Netflix que prendeu-me completamente. Incrível como é que isto aconteceu. Vi cerca de 3 temporadas, com cerca de 20 episódios cada. Foi repentinamente e sei que eu tivesse dado conta.totalmente inconsciente.

Não é que nunca me tenha acontecido nada semelhante, o ficar mais entusiasmada com alguma coisa, mas desta vez foi tão "arrebator" que me assusta (ainda hoje).

 

Mal me apercebi comecei a tentar reverter o processo refletindo e dando um passo de cada vez.  Foi lento e difícil. Fui-me disciplinando pouco a pouco diminuindo o tempo da visualização da série e recomeçando as minhas praticas.

A determinada altura fiquei muito chateada com Deus, especialmente por na missa ter ouvido isto: "Vós fostes outrora desobedientes a Deus e agora alcançastes misericórdia, devido à desobediência dos judeus. Assim também eles desobedecem agora, de modo que, devido à misericórdia obtida por Vós, também eles agora alcancem misericórdia. Efetivamente, Deus encerrou a todos na desobediência, para usar de misericórdia para com todos." (Rom 11, 30-32)

 

Porque é que nós humanos temos que ser assim fracos? Porque é que é assim? Porque é que tinha que ser assim tão difícil? Porque é que eu me tinha perdido?

 

A verdade é que nós, obra do criador, éramos a sua melhor criação até ao dia em que o homem arrogantemente achou que não precisava de Deus e que ele próprio poderia ser Deus. O anjo preferido de Deus, melindrado por esta nova criação, aplaudiu de camarote. Caímos em desgraça. Fruto dessa queda ficámos "imperfeitos" tal como o telemóvel que depois de uma valente queda continua a funcionar mas com imperfeições. No entanto ao contrário deste cujo final é um desmantelamento de peças, o homem pode descansar eternamente nas mãos do seu Criador se, pela intercessão dos seus irmãos, disser SIM com confiança e alegria (tradução: um sorriso, um ligeiro aceno de aceitação- assim treina-se a confiança com os gestos físicos - e não ficar a matutar nas consequências, sejam elas quais forem).

Concluindo, Setembro tem sido para mim também um mês de recomeço e de avaliação. Ainda não retomei tudo mas têm surgido novidades e é por isso que, apesar da paragem, considero positivo já que que surgiram coisas muito boas neste caminho de regresso. Um regresso pode ser um saco de imensas boas surpresas.

Assim, recomecei mais uma vez das tantas que este blog já testemunha!

Um bom resto de fim de semana para todos vocês.

 

Snapshot_20170910_11.JPG

 

Autoria e outros dados (tags, etc)


1 comentário

De Anónimo a 10.09.2017 às 22:56

Ainda bem que voltou. Seja bem vinda.

Comentar post



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Arquivo