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O Natal sem a árvore de natal e o pai natal, não é natal!

Depois de já ter falado da árvore de natal, chegou a vez do pai natal!

 

O Pai Natal é tão importante no Natal tal como a árvore de natal.

Porquê?

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Porque a origem da figura do Pai Natal está numa pessoa que viveu de carne e osso, e que por causa dos seus feitos foi canonizado pela Igreja Católica: São Nicolau.

 

O Pai Natal é São Nicolau.

 

São Nicolau, Bispo da Igreja, era uma pessoa de extrema generosidade. Diz-se que havia três meninas pobres que não podiam casar porque não tinham dote, e São Nicolau veio e secretamente deixou três bolsas de ouro para eles à noite. Assim, a tradição de colocar os sapatos na lareira para receberem presentes nasceu de um generoso estranho que deixava presentes para aqueles que mais necessitavam.

 

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A Igreja festeja-o no dia 6 de Dezembro.

No continente americano os católicos têm o habito de festejar este santo, colocando nos sapatinhos das crianças presentes. 

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Este ano a minha família decidiu fazer o mesmo.

Não fizemos ontem, dia 6 de Dazembro, mas iremos fazer num dos próximos sábados.

Como temos compromissos familiares para o dia de Natal (onde teremos pouca flexibilidade para festejar como gostaríamos), decidimos festejar o dia de São Nicolau. Mas como o dia 6 de Dezembro é uma terça-feira decidimos transferir o dia para um dos sábados de Dezembro. 

 

Qual é o plano?

Na sexta-feira à noite irei contar a história de São Nicolau.

Encontrei uns "bonecos" em papel, que colados em cartão, irão servir para ilustrar a nossa história sobre o São Nicolau (AQUI - site Catholic Icing).

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Cada um de nós irá escrever uma carta a São Nicolau.

Os adultos escreverão sobre os seus propósitos para este advento: como está a preparar a chegada do filho do nosso Deus (sacrifícios, boas ações, novos comportamentos, priorização do que é mais importante, etc...). O Xavier irá escrever a sua carta pedindo prendas (com colagens obviamente).

Na américa isto chama-se "Christkindl Brief".  

Colocaremos essas cartas nos nossos sapatinhos com uma cenoura. A carta é para o São Nicolau e a cenoura para o seu cavalo. 

Na manha seguinte as cartas e as cenouras terão desaparecido, e no seu lugar encontraremos pequenos presentes.

Estes foram escolhidos com muito cuidado. Para o Xavier alguns livros e jogos de mesa. Para os adultos uma prenda no valor máximo de 20 euros. Decidimos fazer de uma forma simples, simbólica e alegre.

 

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Existem diversas igrejas/basílicas dedicadas a este santo:

... por exemplo em Amestardão;

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 ... em S. Miguel, Açores.

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Aqui fica uma versão da lenda de São Nicolau:

 

Nicolau, filho de cristãos abastados, nasceu na segunda metade do século III, em Patara, uma cidade portuária muito movimentada.

Conta-se que foi desde muito cedo que Nicolau se mostrou generoso. Uma das histórias mais conhecidas relata a de um comerciante falido que tinha três filhas e que, perante a sua precária situação, não tendo dote para casar bem as suas filhas, estava tentado a prostituí-las. Quando Nicolau soube disso, passou junto da casa do comerciante e atirou um saco de ouro e prata pela janela aberta, que caiu junto da lareira, perto de umas meias que estavam a secar. Assim, o comerciante pôde preparar o enxoval da filha mais velha e casá-la. Nicolau fez o mesmo para as outras duas filhas do comerciante, assim que estas atingiram a maturidade.

Quando os pais de Nicolau morreram, o tio aconselhou-o a viajar até à Terra Santa. Durante a viagem, deu-se uma violenta tempestade que acalmou rapidamente assim que Nicolau começou a rezar (foi por isso que tornou também o padroeiro dos marinheiros e dos mercadores). Ao voltar de viagem, decidiu ir morar para Myra (sudoeste da Ásia menor), doando todos os seus bens e vivendo na pobreza.

Quando o bispo de Myra da altura morreu, os anciões da cidade não sabiam quem nomear para bispo, colocando a decisão na vontade de Deus. Na noite seguinte, o ancião mais velho sonhou com Deus que lhe disse que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte, seria o novo bispo de Myra. Nicolau costumava levantar-se cedo para lá rezar e foi assim que, sendo o primeiro homem a entrar na igreja naquele dia, se tornou bispo de Myra.

S. Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália. É actualmente um dos santos mais populares entre os cristãos.

S. Nicolau tornou-se numa tradição em toda a Europa. É conhecido como figura lendária que distribui prendas na época do Natal. Originalmente, a festa de S. Nicolau era celebrada a 6 de Dezembro, com a entrega de presentes. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, apesar de ser retirada pela igreja católica do calendário oficial em 1969, ficou associado pelos cristãos ao dia de Natal (25 de Dezembro)

A imagem que temos, hoje em dia, do Pai Natal é a de um homem velhinho e simpático, de aspecto gorducho, barba branca e vestido de vermelho, que conduz um trenó puxado por renas, que esta carregado de prendas e voa, através dos céus, na véspera de Natal, para distribuir as prendas de natal. O Pai Natal passa por cada uma das casas de todas as crianças bem comportadas, entrando pela chaminé, e depositando os presentes nas árvores de Natal ou meias penduradas na lareira. Esta imagem, tal como hoje a vemos, teve origem num poema de Clement Clark More, um ministro episcopal, intitulado de “Um relato da visita de S. Nicolau”, que este escreveu para as suas filhas. Este poema foi publicado por uma senhora chamada Harriet Butler, que tomou conhecimento do poema através dos filhos de More e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, publicando-o no Natal de 1823, sem fazer referência ao seu autor. Só em 1844 é que Clement C. More reclamou a autoria desse poema.

Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, agora conhecido como Pai natal, onde registam as suas prendas preferidas. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.

Actualmente, há quem (...) veja o Pai Natal como o espírito da bondade, da oferta (...), representando a generosidade para com o outro."

 

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Retirado deste site: AQUI.

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