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Dia 12 e 13 de Maio de 2017.

Centenário das Aparições de Fátima.

Canonização de Jacinta e Francisco Marto.

Visita, pela 1ª vez, do Papa Francisco a Portugal.

 

Eu tive a sorte, ou a bênção, da minha entidade patronal (privada) ter dado tolerância de ponto no dia 12 de Maio, sexta-feira.

Passei praticamente a manhã na cama com o meu filho. Ambos de pijamas entretive-mo-nos (entre cócigas, lutas, TV, livros, vídeos). Depois do almoço comecei a colocar mãos nas arrumações. No dia seguinte iríamos receber um frigorífico e congelador para serem colocados na nossa despensa, que estava cheia (até ao teto) de "tralha".

A partir das 16h00 (mais ou menos) ligo a televisão. Preparo-me para começar a passar a ferro (interrompendo as arrumações da despensa).

Emociono-me quando vejo o Papa a descer do avião (e eu que não sou muito de lágrimas nos olhos!) Recebo o meu marido com os olhos super inchados e vermelhos!

Retomo a TV depois do nosso jantar, que já estava a começar o Rosário. Por 15 minutos descuidei-me e não vi a Procissão das Velas!

O Xavier já estava deitado, e nós (eu e o James) rezamos também. Coloquei uma vela na nossa mesinha e o James foi buscar o terço dele. Eu tinha o meu no bolso das calças desde cedo.

Rezamos, comentámos, observamos. Tivemos uma noite santa.

 

No sábado, dia 13 de Maio, tinha convencido os meus pais a virem assistir à missa de canonização, desde as 10h00, em nossa casa. O almoço também seria aqui. 

 

No domingo saltamos da cama e desde as 9h00 que continuamos com as arrumações da despensa. Coloquei a TV em (muito) alto som para ir ouvindo a cerimónia.

Os meus pais só apareceram depois da homilia. Fiquei (ligeiramente) triste. 

Sentei-me um bocadinho com a minha mãe no sofá, observando o que ia acontecendo em Fátima. As coisas na cozinha e na dispensa já estavam (muito) controladas.

Consersamos sobre o que tinha acontecido em Fatima no dia anterior (especialmente o terço que foi muito bonito).

A determinada altura, a minha mãe diz que eu sou fruto de um (pequeno) milagre de intercessão da Irmã Lúcia.

.............................................

Eu??? O Quê? Não percebi!

Fiquei a olhar para a minha mãe. Ela tinha que se explicar!

- Tu conheces o Padre Valinhos?

- ...............................

- Esteve aqui em Mogofores (Salesianos) e depois foi para o Estoril. Não sei se ainda é vivo.

- hum..... Acho que já ouvi esse nome mas não estou a ver.- respondi eu.

- Eu gostava muito dele e um dia pedi-lhe que ele pedisse à Irmã Lúcia por ti. 

- ................................

- Quando andaste afastada da Igreja, pedi-lhe que falasse de ti à Irmã Lúcia. Ele era primo dela e visitava-a todas as semanas em Coimbra.

- ahhhhhhhhhh e......

- E ele disse que sim, e pediu. 

- E o que é que ela disse, em retorno? - perguntei eu.

- Ouviu o pedido, e depois de uns segundos em silêncio acenou afirmativamente com a cabeça. Não disse nada. 

- Quando foi isso? - perguntei eu.

- Quando tinhas 20 e tal anos. 

Vasculhei, numa centésima de segundo, a minha vida. Encontrei e percebi. Num post que escrevi ("Os sacramentos de iniciação: a minha história") -  AQUI - falo disso, ou seja, de ter andado desaparecida da igreja e de ter regressado passados 12 anos. 

 

Afinal, o meu regresso ao caminho não foi porque eu quis ou me lembrei, mas porque Deus assim o quis, por intercessão de Nossa Senhora que atendeu um pedido da Irmã Lúcia, uma dos três pastorinhos de Fátima, que por sua vez tinha recebido o pedido da minha mãe através do seu primo Padre Valinhos.

UAU! Não estava à espera desta! Não a vi chegar sequer!

Eu que tenho alguns "problemas" afetivos com a minha mãe fiquei deveras surpreendida!

Ainda estou a "amadurecer" esta novidade.

 

No mês dedicado a Maria, em que acabamos de ter uma visita especial do nosso primeiro pastor na terra, não poderia ter tido uma notícia, uma surpresa mais desconcertante e inesperada do que esta. 

Estou sem palavras.

 

 

100_0395.JPG

 (uma foto de um desses anos... - aniversário da minha mãe)

 

 

 

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5 comentários

De Teresa Power a 16.05.2017 às 13:57

Que grande graça, Lena, a de saberes já na Terra a que orações e a que amor deves a tua conversão! Eu provavelmente só saberei a quem devo a minha no céu... Como eu gosto de repetir, no céu todos teremos muitas, muitas surpresas, ao descobrir as pessoas que rezaram para que nós fossemos quem fomos, e por outro lado, ao descobrir as pessoas que encontraram o Senhor através da nossa oração e dos nossos sofrimentos. Será um encontro de irmãos! E teres a Irmã Lúcia entre esses teus amigos celestes é realmente fantástico. Tenho a certeza de que, a partir de agora, serás ainda mais devota dela do que já eras!
Quanto à tua mãe... Às vezes não somos suficientemente gratos pelo que as mães fazem por nós, e concentramo-nos antes na dor que elas nos causaram... Que a tua história nos ajude a todos a sermos melhores filhos!

De Helena Le Blanc a 17.05.2017 às 23:19

Ola Teresa

Ainda estou a digerir o acontecido (interiormente)!
Sem dúvida que a partir de agora serei mais devota sim!
Gostei muito quando falaste dela no ultimo retiro, pois fiquei a admirá-la! Acho que sempre considerei mais a Jacinta e o Francisco pelo seu sofrimento e morte! Nunca tinha pensado muito nela... até ao retiro e... agora.
Por causa da canonização tenho lido mais coisas sobre Fátima e coincidentemente (ou não) tem "saltado" aos meus olhos pormenores e detalhes da Irmã Lúcia. Como disse fiquei sensibilizada para ele desde o retiro, suponho!

Pergunto: será que há pessoas que nunca ninguém rezou por elas?
Com tão poucos hábitos de oração e cada vez mais menos pessoas devotas está a acontecer isso?

Quanto à mãe... ai ai ai... pois... Não sei o que te diga. Como te disse ainda estou a digerir...

Beijinhos

De Teresa Power a 18.05.2017 às 08:46

Como sabes, a maior parte da informação que temos sobre Fátima veio da que nos foi fornecida pela irmã Lúcia. E é por isso mesmo que pouca informação temos sobre... a Lúcia! Na sua humildade, ela exaltou as virtudes dos seus primos, mas evitou falar de si própria. Contava os sacrifícios que a Jacinta e o Francisco faziam, e os seus, imensos, apenas os referia de passagem... E no entanto, ela foi a grande interlocutora de Nossa Senhora, não só em Fátima, mas ao longo da sua vida. A sua humildade faz com que, sem querer, a consideremos menos que os seus primos... No dia da sua canonização espero estar em Fátima :)

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