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O ultimo sábado foi um dia muito especial para as famílias de Caná e para Mogofores.

Poderão perceber isso  AQUI, no site oficial do Movimento Famílias de Caná do qual já fazemos parte.

É oficial! Nós (a minha família) fazemos parte do Movimento Famílias de Caná.

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Somos católicos apostólicos romanos e seguimos uma espiritualidade específica, especial, como outros movimentos da igreja seguem outras espiritualidades especiais e específicas.

Mas tenho que confessar várias coisas, e por isso só hoje escrever este post, depois de 4 dias do acontecido:

 

- Confesso que fiquei indecisa quando chegou efetivamente a hora H para dizer SIM ou NÃO. O meu marido, ao contrário das minhas expectativas, disse de imediato que SIM (demasiadamente rápido na minha opinião). Pedi-lhe, pelo menos, para ler a Carta fundacional (AQUI) do movimento, que esclarece qual o sentido deste percurso que aceitamos tomarmos como nosso; 

 

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- Confesso que ao dizer SIM não sabia (e não sei) muito bem o que fazia (e o que faço). Li (várias vezes a carta fundacional) e percebi o quanto a minha família têm altos e baixos. Por exemplo neste momento estamos numa época em que ainda não conseguimos retomar a oração diária que fazíamos há cerca de um mês durante os últimos 9 meses. Já não me lembro porque é que paramos e ainda não descobrimos a "tecla" certa para retomar;

 

- Confesso que estava com grandes expectativas relativo ao dia do Compromisso e não fiquei desapontada: senti-me super bem e super contente. Porquê? Por causa da beleza do novo santuário, por estar com pessoas que conheço bem e que são verdadeiros amigos, por ter tido a oportunidade de ouvir o nosso Bispo, por ter acolitado com tantos Padres na Eucaristia, por ter observado o meu filho completamente integrado com outras crianças a brincar em locais fora do radar do meu marido...

 

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- Confesso que não senti nada especial ao fazer o compromisso...

 

- Confesso que não me sinto à altura das outras famílias e do caminho que me propus percorrer...

 

- Confesso que me sinto uma aberração, uma fraude...

 

Exatamente. 

No entanto, apesar destes sentimentos e olhando para trás (por exemplo lendo os meus posts desde o início até agora), vejo a evolução, o desenvolvimento, o caminho, a melhoria, a proximidade com Deus...

Eu (e a minha família) fomos mudando ao longo do tempo sem nos apercebermos! 

 

Exatamente.

No outro dia falava com uma colega exatamente isto. Ela dizia-me que não têm fé nenhuma e que se calhar tinha que pedir a Deus para ter Fé. Pois, nós precisamos de ajuda para ter FÉ, sim! É exatamente isso. Ela sem saber já está a caminhar para o seu encontro maravilhoso  com Deus!

Não senti pressão, peso ou obrigação no caminho que já percorremos. Leva tempo sim, mas fomos caminhando gradualmente, sem nos apercebermos realmente o que foi acontecendo connosco e com a nossa família!

No início dos inícios o James não ia à missa todos os domingos e eu... bem, eu não sabia nada de nada!

 

Exatamente.

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 Este dia do compromisso, na véspera do Pentecostes, não me fez sentir "mágica", "especial", "calores", "frios", etc... Não.

Mas para mim o que foi significante foi ouvir o Sr. Bispo (o nosso pastor) a falar sobre o Espírito Santo! E que grande catequese que ele me deu! Ele conseguiu traduzir uma realidade complicada numa linguagem muito acessível! Fiquei maravilhada e a pensar porque é que todos os pastores não têm este dom... o dom da palavra e o dom da proximidade.

 

Sei que a Teresa Power irá falar sobre o assunto em breve, mas não consigo deixar de dividir o que de facto eu senti e que marcou este dia!

O Espírito Santo sempre foi para mim uma charada, um coisa difícil de perceber, de tal maneira que o ignorei durante muito muito tempo. Tenho falado e escrito sobre ele sim (por exemplo AQUI). Mas fui, pouco a pouco, aprendendo sobre Ele.

Só recentemente (coincidência ou não) é que comecei a reconhecer (por inteiro) a sua presença na minha vida. Realmente percebi que nos momentos de mérito e de sucesso, nada se deve a mim mas a Deus, pela ação do seu espírito em mim. 

 

No dia do compromisso não fui muito social e acolhedora com as famílias de Caná que não conheço, porque tenho dificuldades nessa área! Mas gostei muito de estar com a minha família naquele espaço maravilhoso (sentada no chão), e também com as famílias de Caná amigas; pensar em tudo o que aconteceu comigo para que naquele dia e naquela hora eu estivesse ali.

Ao longo do dia fui fazendo uma grande retrospetiva da minha vida. images (2).jpg

Consegui ver-me na infância: eu era apaixonada por Jesus Cristo. Ele era o meu amigo especial, o meu amigo invisível. Recordei essa sensação de o ter como amigo invisível. Eu falava com ele na minha cabeça. Eu sentia-o a observar-me. Parece loucura, mas é verdade. Eu tinha um quadro muito grande da imagem de Jesus sobre a minha cama e correspondia exatamente à presença que Ele tinha na minha vida (Imagem deste post AQUI). Eu adormecia com o terço na mão. Os meus pais, para me fazerem melhorar as notas, castigavam-me proibindo-me em ir à catequese e à missa (diária em que eu acolitava)!

Depois, chegaram os meus 19 anos e... eu perdi-O e/ou Ele perdeu-me! 

Quando consegui novamente pegar no fio à meada (AQUI) e retomar o meu caminho para a felicidade (por causa disto AQUI) percebo (agora) que encontrei o Pai, o Senhor, o meu Deus! Mas este encontro foi conduzido claramente por Maria, a minha mãe querida! Como eu vi isto tudo tão claramente no ultimo sábado, como se de um filme se tratasse.

Deus-Pai teve presença central nesta 2ª parte da minha vida espiritual. Ainda não sabendo precisar quando, o Espírito Santo tornou-se efetivo. E foi isto que eu pensei exatamente no dia do Compromisso: primeira fase da minha vida foi centrada em Jesus, a 2ª (o regresso) foi para o Pai, e agora estou na 3ª fase, a fase do Espírito Santo. 

Ainda não sei totalmente o que quer isto tudo dizer e para onde me levará esta sequência de acontecimentos, mas... mais do que nunca EU CONFIO EM DEUS-PAI, em DEUS-FILHO e no ESPÍRITO DE AMOR!

Sei também que não faz mal não sentir em nada de especial no compromisso, ou noutros ritos do culto, porque sou humana com muitas limitações. 

Tenho confiança no Senhor...


Curioso:

- Confesso que mudei tanto de tal maneira que já não me interesso por livros de romance histórico (que adorava) e por musicas comerciais, mas somente por livros religiosos, musicas inspiradoras à meditação e orações (especialmente repetitivas como o rosário).

 

Concluindo, não percebo mas inclino a minha cabeça e o meu corpo inteiramente à Santíssima Trindade.

Resta-me confessar uma ultima coisa: desejei montar uma tenda neste novo Santuário e passar um fim de semana aqui... Acreditem que estar sentado naquele chão dá vontade de ficar e dormir ali!

(Olívia e Isabel, não sei o que é que falaram mas percebi que vocês sentiram o mesmo! Contem connosco, ok? - AQUI).

 

Aqui ficam mais algumas fotografias do dia do Compromisso:

 

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 Nossa Senhora Auxiliadora, Mãe de Caná, rogai por nós!

 

 

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8 comentários

De João Miranda Santos a 07.06.2017 às 09:50

Helena, só posso falar do que vou lendo aqui no blog. Mas do que venho lendo aqui vejo claramente uma caminhada pessoal e familiar a grande ritmo! E vejo assim claramente que há um compromisso implícito nessa caminhada. Sim, a vossa caminhada mostra o vosso compromisso, a vossa vontade, o vosso propósito claro. Por isso não me admira que não sentisses nada de especial ao ler o compromisso no sábado. É um acto público e solene de assumir aquilo que vocês vivem, mas a vivência já vem acontecendo. E o compromisso é isso mesmo, não é nenhum diploma ou medalha de quem chegou a algum lado...

De Helena Le Blanc a 07.06.2017 às 14:10

Olá João
Obrigada pelo comentário.
Acabei de facto por perceber isso mesmo.
Gostei especialmente do "a grande ritmo"!
Foi muito bom receber este feedback.
Agradeço-te muito.
Um abraço

De Bruxa Mimi a 07.06.2017 às 11:30

Gostei muito deste post. Gosto da forma simples como escreves, sem disfarçares dúvidas e falhas. Mostras-te sempre muito humana e eu aprecio muito isso.

Posso fazer duas pequenas correções? "fazíamos à cerca de um mês atrás" - "há cerca de um mês" (envolve tempo, usa-se o verbo haver e a palavra "atrás" é redundante).

De Helena Le Blanc a 07.06.2017 às 14:06

Olá querida Bruxinha!
Claro que podes fazer as correções necessárias (podes e deves para o bem dos leitores).
Obrigada por isso e também pelo comentário. Acredita que esta forma de ser/escrever deixa-me muito insegura na maior parte das vezes, mas não consigo fugir à verdade, crua e dura. Por isso é reconfortante receber os comentários/feedbacks.
Um abracinho

De Bruxa Mimi a 07.06.2017 às 19:41

Continua como és! Beijinhos

De Carla a 08.06.2017 às 08:09

Lena, post lindo e mto transparente.
Parabéns pela vossa família. As dúvidas e percalços são os de muitos, e tu sabes disso, pois falamos disso há 1 ano, no retiro, se bem te lembras.
O caminho faz-se caminhando e é só o que Deus quer, como diz a amiga TP.
Este é o caminho, isso é certo. É por aqui que vamos caminhar. Faremos juntos, uns com os outros. Uns mais à frente outros mais atrás. Bjs Carla

De D. a 12.06.2017 às 22:57

Olá Helena,

Já há muito que não comento o seu blog, mas continuo a lê-lo e também eu consigo ver que já houve uma grande evolução na vida espiritual da vossa família!

Um grande abraço

De Helena Le Blanc a 23.06.2017 às 14:04

Olá D.

Apercebi-me agora que não cheguei a responder ao teu comentário! Desculpa!
Obrigada pelo teu testemunho. Acho que é um passo em frente e três para trás!
Obrigada pelo apoio!
Beijinhos!

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