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Nem todas as surpresas são boas!

A minha família passou este fim de semana numa povoação junto do Rio Douro. Notamos sinais de fogo na região. Infelizmente, não é novidade existirem fogos em Portugal, especialmente no verão.

Ao regressarmos, repentinamente o transito parou na auto-estrada A1, na direção de Porto-Aveiro. O meu marido disse-me que provavelmente seria por causa dos fogos. Estávamos numa zona antes de Albergaria.

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Pela primeira vez, vi a auto-estrada com carros parados nas três vias.

Todos começaram, pouco a pouco, a sair dos carros. Haviam autocarros e carros com adeptos de futebol do Club Braga do Sporting. Percebemos que a fila já se estendia, pelo menos, por 2 Kms. 

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A determinada altura, e observando a passagem de carros de polícia e 2 furgões da Unidade de Intervenção, consideramos que poderia ser um grande acidente, ou conflitos futebolísticos.

Vi todos o tipo de pessoas, todos o tipo de carros, todos o tipo de atividades durante esta espera...IMG_5918.JPG

Estávamos todos presos estar na auto-estrada, sem poder sair, durante 2h30 minutos.

Falamos de muitas coisas, tivemos muitos pensamentos. Eu aproveitei o tempo para ver uns vídeos do Padre Paulo Ricardo, para ler o ensinamento das Famílias de Caná, para ler a Mensagem do Papa no Angelus, e para pensar... em especial no ultimo parágrafo do evangelho deste domingo.

Um grupo de pessoas apareceram junto à vedação, com garrafões de água para o pessoal. Que bela lembrança. Fiquei muito agradecida.

-"Deram água a quem tinha sede" - umas das obras de Misericórdia. 

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Finalmente, começamos a andar. Aparece-nos uma placa de aviso: Perigo: Fogo 12 Kms de transito lento.

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Estava a anoitecer. 

Eu, atrás no carro, comecei a notar muito fumo à nossa frente. 

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E... sentimos o cheiro... 

Pouco a pouco a paisagem ia mudando rapidamente: muito fumo, manchas em laranja...

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Como já tinha escurecido, percebia-se melhor as cores... alaranjadas, até que se tornaram vivas: o fogo.

O carro ficou silencioso. 

 

 

Fiquei impressionada, chocada, assustada. Pensei no inferno: as chamas do inferno. Nunca tinha estado tão próxima de um fogo desta dimensão. Foi horrível! Veio-me à mente a descrição de Jacinta, das aparições de Fátima, sobre o inferno. Entendi um pouco melhor a aflição de Jacinta.

Perguntei-me: não há nada que possamos fazer para tirar as almas do fogo do inferno, desse sofrimento eterno? Que destino horrível...

 

"Jacinta, compreendendo tudo isto muito bem, nunca mais deixou de pensar na desgraça irremediável das almas condenadas ao Inferno. Mais do que tudo, causava-lhe angústia a ideia de um castigo sem fim. Às vezes, sentada numa pedra, punha-se a pensar, e dali a pouco perguntava a Lúcia:

- Aquela Senhora disse que muitas almas vão para o Inferno! E nunca mais vão sair de lá?

- Não!

- E mesmo depois de muitos, muitos anos?

- Não! O Inferno não acaba nunca!

- Mas, olha: então, depois de muitos e muitos anos, o Inferno ainda não acaba? E aquela gente que está ardendo lá não morre? E não vira cinza?! E, se a gente rezar muito pelos pecadores, Nosso Senhor os livra de lá?! E com os sacrifícios também? Coitadinhos! Temos de rezar e fazer muitos sacrifícios por eles!

Depois, lembrando-se das misericordiosas palavras de Maria, acrescentava:

- Que boa é aquela Senhora! Já nos prometeu levar para o Céu!

Outras vezes, meditando nos sofrimentos reservados aos pecadores que morrem sem arrependimento, Jacinta

estremecia de pena, ajoelhava-se e, de mãos postas, recitava a oração que Nossa Senhora lhes tinha ensinado:

- Ó meu Jesus! Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.embers-142515_1280 (1).jpg

E permanecia assim, muito tempo, de joelhos, repetindo a mesma oração. De vez em quando, chamava pela prima ou pelo irmão, como que acordando de um sonho:

- Francisco! Francisco! Vocês estão rezando comigo? É preciso rezar muito para livrar as almas do Inferno! Para lá vão tantas, tantas!

Por esse motivo, também a impressionava muito o que Nossa Senhora anunciara a respeito da Segunda Guerra Mundial. Jacinta parecia compreender com muita clareza todas as desgraças que essa guerra traria para a humanidade e, sobretudo, para as almas dos pecadores. Quando Lúcia, vendo-a pensativa, procurava saber com que se preocupava, por vezes respondia:

- Nessa guerra que virá, muitas pessoas vão morrer e irão para o Inferno! Que pena! Se deixassem de ofender a Deus, nem viria a guerra, nem iriam para o Inferno!

Em outras ocasiões perguntava-se:

- Por que Nossa Senhora não mostra o Inferno aos pecadores?! Se eles o vissem, não mais pecariam, para não irem para lá!

Essa preocupação com as almas dos pobres pecadores tornava-se ainda mais viva quando a cristalina virtude de Jacinta chocava-se com alguma má ação ou dito ofensivo a Nosso Senhor. Então encobria a face com as mãos, e dizia:

- Ó meu Deus! Esta gente não sabe que, por dizer estas coisas, pode ir para o Inferno?! Perdoai-lhes, meu Jesus, e convertei-os. Com certeza não sabem que com isso ofendem a Deus! Que pena, meu Jesus! Eu rezo por eles. - E logo repetia: - Ó meu Jesus, perdoai-nos... etc."4007048302_a7947f8132.jpg

(Livro Jacinta e Francisco  Prediletos de Maria - Monsenhor João Clá)

Ler mais: AQUI

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