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Todos os anos vejo muitos peregrinos na estrada, e também tendas e carros de ajuda e de apoio, sejam dos peregrinos sejam dos locais.transferir (1) (1).jpg

É a grande peregrinação a pé até Fátima.

Eu nunca o fiz, e também acho que esta é uma atividade que não é para mim. Já tentei fazer a peregrinação a pé ao Beco: AQUI. Desisti. 

Muitas pessoas que conheço já o fizeram, e é costume ser tema de conversa pois muita coisa acontece por essas estradas fora. Mas também há quem comente que para fazer sacrifícios não é preciso ir a Fátima a pé, pois no seu dia a dia tem muitas oportunidades para o fazer. E confesso que eu achava isto também.

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Durante muitos anos, apesar de ser católica, ser devota a Nossa Senhora, e respeitar muito o esforço dos meus amigos que vão a Fátima (a pé ou em bicicleta), também pensava que se calhar não é necessário desgastes tão grandes e violentos no nosso corpo humano para se fazerem promessas e sacrifícios. A vida dá-nos tantas outras oportunidades para isso!

Há quem o faça por agradecimento de uma especial graça ou dádiva.

Também sei de pessoas que vão porque assim o decidiram, sem terem um especial propósito. Para se desafiarem ou provarem que também conseguem... Não sei. 

Eu sempre achei um pouco "demais"!

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Muita coisa mudou em mim, entretanto.

Num dia destes, enquanto conduzia, calhei em olhar para um destes grupos e veio uma avalanche de pensamentos novos e frescos que... me apanharam desprevenida. Não é que o grupo tivesse alguma coisa de especial, mas de repente percebi que estas peregrinações são oportunidades de:

- retiros espirituais individuais (o caminhar durante tanto tempo em silêncio necessariamente obriga-nos darmo-nos conta de que existe um eu dentro de nós);

- oração comunitária (um conceito pouco entendido nos dias de hoje);peregrinos.jpg

- franco convívio (o esforço é tal que não dá para se ter máscaras);

- remissão dos pecados da humanidade com dor física (tal como faziam os pastorinhos);

- ajudar os outros (todo o apoio que a população presta ao peregrino, como fala Olívia nest post: AQUI.) - dar pousada ao peregrino.

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Se a maioria da população não consegue ver todas estas oportunidades no nosso dia a dia, pelo menos uma vez por ano mobiliza-se e fá-lo, nesta tradição da ida a Fátima a pé.

Temos que acarinhar as tradições... Muitas já se perderam e fazem grande falta... 

E eu: algum dia irei a Fátima a pé? Confesso não ter a resistência espiritual e física. Mas uma coisa posso fazer: rezar, neste mês mariano, pelos peregrinos, que têm a minha profunda admiração.

 

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2 comentários

De Rute L. a 26.05.2016 às 00:52

Eu também admiro os peregrinos que vão a pé a Fátima, apesar de até há relativamente pouco tempo achar "que não era para mim". Mas durante o mês de maio no caminho para o trabalho vejo sempre muitos peregrinos e no ano passado emocionou-me imenso ver num dos carros de apoio que tinha escrito "vamos visitar nossa senhora", não sei bem explicar porquê. E a partir daí acho que tem crescido em mim a pouco e pouco um desejo de ir também visitar nossa senhora e fazer esse sacrifício, que será certamente bom para mim a nível pessoal e espiritual. Beijinhos!

De Helena Le Blanc a 31.05.2016 às 07:38

Ola Rute

Que giro!
"Vamos visitar Nossa Senhora"!
Nunca vi!
De facto é essa a verdade.
E a verdade torna-se apelativa!
Imagino que tamanho esforço seja marcante ao nível físico e espiritual.
Talvez um dia, certo?

Um abraço

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