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Hoje, tal como tanta gente, soube que o Dom António Francisco, Bispo do Porto, anterior Bispo de Aveiro, morreu durante esta manhã com um "ataque cardíaco fulminante".

Foi a (grande) surpresa do dia. Boa ou má, eis a questão!

 

Eu tive a particularidade de privar com esta pessoa, presbítero, durante um curto espaço de tempo da minha vida.

Os meus pais foram emigrantes na Suiça durante 23 anos, e a partir dos meus 8 anos comecei a viajar pelo menos uma por ano até esse país. Tive a oportunidade e a grande felicidade de conhecer o Dom António Francisco neste país nos períodos de férias de verão, entre os meus 12 e 15 anos de idade.

 

Durante vários anos eu e ele encontravamo-nos na Paróquia de Montreux: ele enquanto substituto do Padre que assistia à comunidade portuguesa (em parceria com outro padre) e eu enquanto filha de emigrantes.

Os meus pais tinham uma relação de amizade com o padre português da paróquia, e como tal recebiam-no frequentemente para jantar. Naturalmente expandiam o convite e o convívio aos seus substitutos de férias. Foi assim que o conheci.

Aprendi a jogar às cartas (especialmente a sueca) com o meu pai e os Sr.s Padres, entre os quais o Dom António Francisco dos Santos. Ele era uma pessoa calma, simpática e muito carinhosa. Tenho boas recordações desses jogos e dos comentários dele. Irei continuar a guardar essas recordações carinhosamente no meu coração!

Foi com uma grande surpresa e festa que eu, anos mais tarde, reconheci-o enquanto Bispo de Aveiro. Foi um reencontro de velhos amigos, se bem que eu era a parte mais infantil e ele a parte mais sábia, evidentemente.

Falámos cá em casa muito sobre ele, especialmente depois de ele ter visitado a empresa onde trabalha o meu marido, enquanto Bispo de Aveiro, e o meu local de trabalho (a Misericórdia da Freguesia de Sangalhos).

 

Como diz a minha querida amiga Verinha, Deus de vez em quando recolhe as mais belas flores do seu jardim. Eu suponho que Ele precise de se rodear com as mais belas flores para assim estas intercederem pelas suas irmãs e potenciais belas flores. Foi com ele que iniciamos a nossa caminhada diferente catequética na Paróquia de Mogofores e também enquanto embrião de Família de Caná (corrige-me Teresa se estiver a cometer alguma gafe).

Uma surpresa má para todos nós ou uma boa surpresa já que ele irá interceder por cada um de nós junto de Deus?! Pois, mas a saudade (muitas vezes) fala mais alto!

Intercedendo, ele poderá ajudar-nos receber a graças preciosas, uma espécie de vitaminas, para funcionarmos melhor e percebermos as mensagens do nosso Pai, Criador de toda a humanidade.

Na morte "a alma é separada do corpo. Ela será reunida a seu corpo no dia da ressurreição dos mortos" (N.º 1005 do Catecismo da Igreja Católica).

Portanto "a morte é o fim da peregrinação terrestre do homem, do tempo de graça e de misericórdia que Deus lhe oferece para realizar sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir seu destino último. Quando tiver terminado 'o único curso de nossa vida terrestre, não voltaremos mais a outras vidas terrestres. 'Os homens devem morrer uma só vez'. Não existe 'reencarnação' depois da morte" (N.º 1013 do Catecismo da Igreja Católica).

 

 

" Vinde em seu auxílio, Santos de Deus

Vinde ao seu encontro, Anjos do Senhor.

 

Recebei a sua alma,

levai-a à presença do Senhor.

 

Receba-te Cristo, que te chamou,

conduzam-te os Anjos ao Paraíso.

 

Dai-lhe, Senhor, o eterno descanso,

nos esplendores da luz perpétua.

 

Recebei a sua alma,

levai-a à presença do Senhor."

 

 

 (De Orai Assim, P. Januário dos Santos e P. Marques Vaz

Editorial Missões - Cucujães, 1994)

 

 

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 Que a sua alma descanse em paz, Ámen!

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