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Na ultima semana a zona de Mealhada, Anadia e Oliveira do Bairro tem estado sob ataque.... terrorista? 

Se considerarmos o significado da palavra "terrorismo" -  o uso de violência, física ou psicológica, através de ataques localizados a elementos ou instalações de um governo ou da população governada, de modo a incutir medo, pânico e, assim, obter efeitos psicológicos que ultrapassem largamente o círculo das vítimas, incluindo, antes, o resto da população do território. É utilizado por uma grande gama de instituições como forma de alcançar seus objetivos, como organizações políticas, grupos separatistas e até por governos no poder - então, na minha opinião, acho que se aplica ao que têm vindo a acontecer nos últimos dias em Portugal.

Instalei a app "Fogos PT" para poder ir acompanhando, enquanto trabalho. Houve alturas que o fiz através do facebook, partilhando a informação. Mas há momentos que não o posso fazer, e por isso tenho a app para ir sabendo... e... bem, nem querem lá saber! Ativei as notificações para a zona de Aveiro e Coimbra e apareceram tantos avisos de fogos durante os últimos dias que eu pensei que a terra tinha-se transformado num inferno.

O mundo está louco?! Anda tudo louco?!

No facebook encontramos o mesmo desabafo em muitos comentários.

Depois de viver a angústia desta tragédia (à distância de 15 kms), cheguei à conclusão que estamos sob um ataque terrorista. Já se percebeu que tantos fogos não podem ser "naturais". Foram encontrados sinais de fogo posto e até já apanharam algumas pessoas. Mas não me lembro de nunca ter sido assim ou seja, repetirem esta "atividade" tantas vezes em curtos espaços de tempo em quase todo território português.

Eu não sou ninguém para analisar estas coisas, mas... fico a pensar. E como eu muitas outras pessoas: estes fogos são no interesse das empresas madeireiras, no interesse de empresas de consumíveis necessários ao combate dos fogos, empresas das vestes dos bombeiros, ou como li recentemente no interesse de empresas de aviões e jatos particulares, etc.

Também já ouvi quanto à responsabilidade do estado em que investe mais em meios de combate do que em estratégias de prevenção. Muito se fala e diz, mas o facto é que os fogos têm sido postos com uma regularidade extraordinária na época do ano mais "interessante".

Não será isto um ataque terrorista?

Outra coisa que tenho ouvido é a reação relativo à "mão-de-obra" desta atividade: os piromaníacos.

Qual deverá ser o seu castigo? 25 anos de prisão? Serem colocados no meio do fogo? 

Eu, depois de ter visto um fogo de perto (AQUI), não posso imaginar quem quer que seja (mesmo tendo cometido os piores crimes ) a ser queimado vivo.

Na minha pequena e humilde opinião, proponho por exemplo, para além da prisão e apoio terapêutico intenso, serem colocados junto dos bombeiros na 1ª fila de combate às chamas, com mangueiras nas mãos, a sentirem e a verem o inferno durante horas e horas até ficarem completamente exaustos. Claro que em termos práticos poderá ser uma ideia sem consistência, mas é uma ideia. Também sugiro o trabalho de prevenção: limpeza aos pinhais e terrenos em épocas mais frias (para não haver perigo de fugas ou início de fogo mesmo sob vigilância). Uma boa medida também seria, depois de cumprida a pena, terem um chip de localização para serem sinalizados quando necessário para as devidas entidades.

Opiniões, ideias é o que nós precisamos: conversar sobre as coisas que de facto têm importância, ouvir-mo-nos uns aos outros, votar com responsabilidade relativo a quem terá que tomar decisões por todos nós e penalizar quem de direito, sejam políticos, gestores, particulares, funcionários... Rezar, e muito. 

 

Que Deus nos proteja deste inferno na terra, porque ele contínua... 

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 Bairrada ferida de chamas, de João Paulo Teles

 

 

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