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Recebi uma linda árvore e esta carta!

Acho que foi a primeira vez na vida que recebi uma árvore. Tão bonita que perguntei se a poderia manter dentro de casa. Mas acho que não, não poderá ser. 

As árvores são belíssimas criações de Deus, que estão no exterior a proteger um micro-ecossistema. Portanto seria egoísmo da minha parte não partilhar a minha nova árvore. 

Houve uma altura da minha vida que eu tive um certo fascínio por árvores.

Mas mais importante que a árvore foram as pessoas que se lembraram desta oferta e do texto da carta.

A amizade é como uma árvore...

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... as raízes!

Outra primeira vez: nunca tinha pensado nas raízes.

As raízes da amizade!

Isto fez-me lembrar a minha infância e juventude. Cresci com a minha avó materna enquanto os meus pais estiveram emigrados na Suíça. Portanto, tive a mesma educação que a minha mãe teve, apesar de eu ser da geração seguinte. A minha avó não assumiu o papel de avó mas a responsabilidade maternal. E à  moda da "educação antiga" com uma grande dose de ressentimento, sofrimento e resignação (da minha avó), fui ensinada a ter muito cuidado com os outros.

Eu tive muitas amizades no colégio e na minha terra como qualquer criança, mas ouvia sempre os mesmos avisos: "rapariga, tem cuidado com as amizades... Os teus inimigos são amigos dos teus amigos!", etc...

Nas férias, quando estava com os meus pais, observava uma coisa muito diferente: a minha mãe era extremamente social. De tal maneira a diferença de cenário era grande que eu tinha muitas dificuldades em me ajustar (e perceber todas as "estratégias" sociais). Do lado da minha avó raras eram as visitas que tínhamos ou que fazíamos, e como tal a nossa vida era muito pacata. Nas férias, com os meus pais, as visitas eram mais que muitas, e tornava-se (para mim) cansativo. Tinha no máximo 2 meses de intensidade social que não contrabalaçavam para os restantes 10 meses.

Fui tendo amigos e amigas (fazendo orelhas moucas à minha avó) mas também mudava de amizades de forma demasiado leviana, sem ter a preocupação de manter as relações de alguma forma.

Assim, depois de refletir sobre esta carta que recebi, percebo que pela primeira vez na vida sinto que tenho amigos (não por eles) mas porque me sinto completamente envolvida. Tenho amigos em diferentes contextos, e são verdadeiros amigos. Não porque eles sejam "verdadeiros" já que todos temos defeitos e coisas menos boas, mas porque eu aposto nessas relações como "verdadeiras" em que perdoo e sou perdoada, em que me alegro e alegram-me, em que me entristeço e que entristecem-se, etc..

Uma verdadeira amizade dependerá sempre de mim própria, do quanto eu quero apostar nessa relação, nessa pessoa. E Jesus Cristo, nosso irmão, disse-nos que todas regras, normas e conselhos resumem-se a dois mandamentos supremos: "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: Ame o seu próximo como a si mesmo". (Mateus 22, 37-39).

 

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